sábado, 17 de outubro de 2009

A ESFINGE




Decifra-me ou te devoro!

Olhe com os olhos da mente,

Veja, eu imploro.


Seja minha fonte, minha guia permanente

Pelos caminhos tortos que trafegamos.


Mas não tente julgar,

Apenas decifra-me se puder.


Jamais diga o que eu não sei,

O que eu já sei deixo para todos.

Só poucos irão entender.

Só nós vamos saber …..


Depois do gosto amargo do nosso passado,

Desfrutar o futuro, o que há pra nós.

Por onde andaremos depois.


Se já se foi todo o brilho, o nosso afeto,

Toda falsa idéia, que é necessário um recomeço.
Mas que fúria é essa que nos aflora?


Que nos embriaga como licor,

Mas é sempre a dose certa e mais forte.

O ponto máximo do nosso desamor


Será que haverá um limite prá tudo?

Será que é preciso ficar nu?
Mas já me despi de ilusões, desfiz meus sonhos...

Nosso maior enigma é inventar mistérios.



Decifra-me ou te devoro!!

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