quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Alfabeto Pagão




O alfabeto Theban é um sistema de escrita com origens desconhecidas. Foi publicado pela primeira vez em Polygraphia de Johannes Trithemius (Johann Heidenberg 1462-1516) em 1518, e foi atribuído a Honorius de Thebas. Já seu discípulo Heinrich Cornelius Agrippa (1486-1535) no livro “The Occulta Philosophia -1531” (A Filosofia Oculta) atribuiu o Alfabeto Theban a d’Abano de Pietro (1250-1316).
O Alfabeto Theban também é conhecido como alfabeto de Honorian ou runas de Honorian, entretanto não há nenhuma evidência de que o alfabeto Theban tenha sido utilizado como runa. Devido ao amplo uso dos praticantes de Bruxaria e Wiccanos, o alfabeto passou a também ser chamado de “Alfabeto das Bruxas”, e, é normalmente utilizado para substituir as letras latinas ao escrever nos Livros das Sombras, servindo, dessa forma, como uma escrita mágicka de difícil compreensão para leigos, o que cria um belo ar de mistério.
O alfabeto Theban não possui semelhança gráfica com praticamente nenhum outro alfabeto, e não foi encontrado em nenhum local ou publicação antes da de Trithemius. Em comparação ao Latim Arcaico, o Theban, possui uma relação “letra à letra”, perdendo algumas dessas correspondências somente com o Latim moderno, onde as letras J, U e W não possuem representação e são escritos com os mesmos caracteres para I, V e VV consecutivamente.
Ao que tudo indica o Theban não possui nenhuma pontuação além de um caractere que representa o fim de um texto, quase que equivalente a um ponto final. Nenhuma outra pontuação aparece nos textos de Trithemius ou nos de Agrippa e os posteriores a esses. Logo, ao escrever com o alfabeto Theban podemos utilizar nossa pontuação latina ou inventar caracteres equivalentes. As correspondências com o Latim Arcaico e a falta de pontuações sugerem que tal alfabeto foi inspirado no Latim e no Hebraico.

Curiosidades

Johannes Trithemius - Era um abade responsável pela biblioteca de seu convento e um grande estudioso de sua época. Ele foi expulso da abadia em razão de seu grande interesse pelo ocultismo e pela ciência, Johannes foi o mestre de Cornelius Agrippa e Paracelso (1493-1541).
Honorius de Thebas - É um personagem místico da idade média, dizem que ele teria escrito o livro ocultista “The Sworn Book of Honorius” (O Tratado de Honório), mesmo que o primeiro manuscrito desse livro só tenha sido escrito no ano de 1629 d.C. Um mistério ainda ronda a verdadeira identidade desse ocultista, que muitas vezes foi ligado aos papas Honório I e Honório III.
d Abano de Pietro – Conhecido também como Petrus de Apono ou Aponensis, era um médico, um filósofo, e um astrólogo italiano. Era um médico muito famoso e também um mago, tendo escrito um grimório chamado “Heptameron” (Não deve ser confundido com o Heptameron de Marguerite de Navarro). Foi por duas vezes perseguido pela inquisição sendo acusado de possuir pacto com o demônio devido ao seu avançado uso da medicina com técnicas de energia e utilização de especiarias Árabes. Conseguiu sair da primeira tortura, mas não resistiu a segunda, morrendo e tendo seu corpo raptado por um amigo para que não fosse queimado em praça pública, já que após sua excomunhão os inquisidores ainda iriam queimar seu corpo como um alerta à população.

Aleister Crowley


 

Aleister Crowley (18751947), famoso e polêmico ocultista britânico.

Edward Alexander Crowley, conhecido como Aleister Crowley, (Warwickshire, Inglaterra, 12 de outubro de 1875Hastings, Inglaterra, 1 de dezembro de 1947) foi um polêmico ocultista britânico, conhecido por suas posturas controversas e pelo tarô que leva seu nome. Criou a doutrina de Thelema. Em certo momento conheceu Fernando Pessoa. Seu trabalho influenciou composições ao longo da carreira de Bandas de Rock e escritores, principalmente Iron Maiden (cujo vocalista Bruce Dickinson irá dirigir um filme sobre a história de Aleister Crowley), Beatles, Paulo Coelho, Raul Seixas, Ozzy Osbourne, Led Zeppelin (seu guitarrista e fundador Jimmy Page chegou a comprar uma mansão onde Crowley viveu) e possivelmente Rita Lee.

 

Nascimento e envolvimento com o ocultismo


Edward Alexander Crowley nasceu quase à meia-noite em 12 de outubro de 1875, em Warwickshire, Inglaterra. Seu pai, rico cervejeiro, membro fervoroso de uma seita cristã, das mais puritanas, irmãos de Plymouth, impunha rigor na educação religiosa.
Aos quatro anos, Crowley lia a Bíblia e aos seis, era um exímio jogador de xadrez. Ingressou no Trinity College. Ali, aprendeu hebraico, grego e latim. Na mesma época, começou a se interessar por ocultismo. Abandonou o colégio em 1898, ano em que foi admitido na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (The Hermetic Order of the Golden Dawn G.'.D.'.), onde foi iniciado em Magia Cerimonial, Cabala, consagração de talismãs, invocação de espíritos etc.

 

Saída da Golden Dawn

Utilizando o pseudônimo de Aleister Crowley, começou a publicar poemas e outros textos considerados pornográficos. Esse fato, sua vida sexual publicamente desregrada e o ciúme provocado pela sua rápida ascensão da Aurora Dourada valeram-lhe a antipatia dos membros da Ordem.
"(…) ele adquiriu um apartamento em Londres usando o nome de Conde Vladmir Svaref, onde dispôs dois quartos para construir um Templo Branco e um Negro. (…) Reza a lenda, certa noite, no Templo Negro (…) ele e Bennet, envergando trajes cerimoniais, invocaram espíritos utilizando o pentagrama mágico com seu círculo traçado no chão. Ascenderam os incensórios no altar e jogaram folhas de meimendro, datura e incenso, que produziram uma fumaça espessa e de aroma forte. Apareceram 316 demônios que giraram sem parar em volta do círculo sagrado."
Não demorou o rompimento espetacular com a Golden Dawn, o que teria incluído, segundo os seus seguidores, "fabulosas batalhas entre hordas demoníacas" conjuradas por Crowley contra seus inimigos e vice-versa.



 

Filiação a O.T.O.





Em 1900, o mago foi a Nova York e depois ao México, onde travou contato com o venerável-mestre da maçonaria local. Em viagem ao Ceilão, foi introduzido nos segredos da ioga e na filosofia budista. Em 1903, de volta à Europa, foi morar na Mansão Boleskine, localizada nos penhascos próximos ao Lago Ness, Escócia. Durante uma viagem ao Egito, conseguiu finalmente estabelecer contato com seu Anjo Guardião e concebeu a doutrina de Thelema. Em 1907, fundou a A.'.A.'., Astrum Argentum, a Ordem da Estrela de Prata.
Em meio à serie de livros que escreveu até 1911, destacou-se o Liber 333, ou Livro das Mentiras, que impressionou o líder da Ordo Templi Orientis (O.T.O.), na Alemanha, ordem que se auto-proclamava legítima herdeira dos Cavaleiros Templários. Crowley foi nomeado representante da OrdoTempli Orientis para os países de língua inglesa. Em 1920, fundou a Abadia de Thelema, na localidade de Cefalu, na Sicília, Itália. Atividades suspeitas e boatos sobre missas negras e orgias de sangue levaram a sua expulsão do local, por Mussolini, em 1923.

Bissexualidade

Crowley não só envolveu-se com mulheres, mas também com diversos homens. Viveu com um de seus colegas de universidade uma relação que ele mesmo reconheceu ser similar à de "marido e esposa", mas acabou optando pelo caminho da busca do conhecimento mágico em detrimento da amizade em questão.

Drogas

O envolvimento de Crowley com drogas deu-se, a princípio, por conta do consumo de morfina para fins terapêuticos, posto sofrer ele de asma. Incentivado por Alan Bennett passou a utilizar drogas para finalidades ritualísticas. Cientes do prejuízo que tal uso causava à sua saúde, lutou uma verdadeira guerra para livrar-se do vício. Ao que tudo indica, conseguiu tal intento apenas já perto do final de sua vida, quando nem mesmo a morfina utilizava mais.
Crowley dizia que o uso de drogas com finalidades magicas era lícito. Porém ressaltava que o mesmo só deveria ser tentado por alguém que tivesse uma vontade e uma disciplina firmes o bastante para não se deixar dominar pelo vício.



Características pessoais

Crowley, sem dúvida, foi um intelectual do ocultismo mas também é famoso pelo seu gosto pelos esportes: além de ter sido um excelente enxadrista desde a infância, praticou também o ciclismo, a canoagem e sobretudo, o alpinismo, tendo realizado várias excursões aos picos da cordilheira do Himalaia.
Outro aspecto marcante de sua biografia refere-se à vida sentimental. Foram duas esposas oficiais e muitas amantes, as chamadas mulheres escarlates, todas elas parceiras de Crowley em suas operações mágicas, que as utilizava como médiuns. De seus filhos, somente a primeira, do primeiro casamento, sobreviveu. Seu nome era Nuit Ma Ahathoor Hecate Sappho Jezebel Lilith Crowley, um panteão que reúne alegorias representativas de Justiça, Amor, Beleza, Face Negra da Lua, Poetisa, Adoradora de Ba'al e Rainha dos Demônios e dos Mundos Infernais. Quando Crowley morreu, Lilith recusou o legado literário ocultista de seu pai.
Entre outros epítetos, todos auto-atribuídos, Crowley foi chamado: Perdurabo (em latim, "Eu perdurarei até o fim"), Parzival, Baphomet (como líder da O.T.O. em países de língua inglesa), Deus est Homo (como chefe da O.T.O. mundial), "O mago das mil faces", "A Grande Besta" (To Mega Therion, em grego) ou ainda, como queriam seus detratores, "O homem mais perverso do mundo".

Falecimento

Ele faleceu em 1 de dezembro de 1947, aos 72 anos, em decorrência da fragilização de seu estado de saúde causado pela asma crônica que o atormentava.

 






O Mapa Astral De Crowley



Em 12 de outubro de 1875, às 23h16, em Leamington Spa, nascia Edward Alexander Crowley, filho de um casal de fervorosos membros de uma seita cristã.
    Seu pai, cervejeiro de sucesso, morreu deixando uma gorda herança para o filho ainda pequeno. A partir daí seria educado por uma mãe austera e rígida, por quem ele nutria profunda antipatia. Quando brigavam era comum ela chamá-lo de "besta", fato que o levou a adotar o apelido de A Grande Besta, na idade adulta. Aos quatro anos já sabia ler e escrever, aos seis já era exímio jogador de xadrez e, aos nove, sua avó o iniciou na Wicca*. Começava aí sua formação como ocultista.   

Crowley, menino 



  


    [*] Feitiçaria, em inglês Witchcraft, é um termo derivado da palavra anglo-saxônica Wiccacraft, que significa "a arte dos sábios". Atualmente a palavra Wicca está associada a seitas mágicas e bruxaria.



Aventuras e estudos
 
    Ao ingressar na Universidade, liberto da repressão familiar (principalmente da mãe), além de estudar línguas, começa a escrever poesias, praticar alpinismo e outros esportes radicais, chegando a escalar o K2. Aprofunda-se nos estudos de ocultismo e magia, sempre
  


O Livro da Lei tem muita poesia e pouca teologia. Incentiva uma abordagem "libertina" da vida, o uso de "drogas estranhas" e traz várias adjurações obscuras
inserindo o sexo nas práticas..
 



   
    Mais ou menos nessa época adota o nome de Aleister, forma gaélica para o nome de batismo Alexander.
    Em nada se prendia a limites ou censuras. Na magia invocava anjos e demônios, no sexo promovia orgias, com relações hetero e homossexuais, sem faltar requintes sadomasoquistas.
    Em 1898, aos 23 anos, ingressa na primeira ordem fechada, a Ordem Hermética da Aurora Dourada. Rapidamente galga os postos mais altos e sai, em meio a brigas com os demais membros. Tinha o dom de causar dissensão. Esse fato se repetiria também na Maçonaria e em outras ordens iniciáticas. Aleister dizia querer estudar, aprender e disseminar o conhecimento rompendo com os códigos de sigilo vigentes nesses locais.
    Durante a lua-de-mel no Cairo, em 1904, sua esposa que desconhecia possuir dons mediúnicos, incorporou um espírito que ordenou a Aleister invocar o deus Hórus. Durante os três dias seguintes ele ficou no quarto, redigindo o Livro da Lei. Concebe a doutrina da Thelema e, em 1907, funda a Astrum Argentum (Ordem da Estrela de Prata), que seguia essa doutrina e o Livro da Lei.

    Fundou, também, um templo na Sicília, de ordem religiosa e sexual. Quando Mussolini soube das práticas do bruxo resolveu expulsá-lo da Itália.
 
Em Portugal
 
    Fernando Pessoa, em seus estudos de Astrologia, viu o mapa natal de Crowley e quis
retificá-lo, enviando-o já corrigido para o mago. Inicia-se uma troca de correspondência entre ambos, culminando com a ida de Crowley até Portugal.
    Lá chegando, o poeta percebe que Crowley era sinônimo de problema, uma vez que praticava magia negra e levava uma vida desregrada. Talvez em função disso presta-se a montar a farsa do suicídio de Aleister, na Boca do Inferno, pois queria fugir de desafetos. A idéia era sair de cena após a notícia do suicídio, indo viver em algum outro país europeu.
    Crowley fez parte ainda da OTO - Ordo Templi Orientis ("Templários"), que até hoje detém direitos sobre seus textos posteriores a 1910. Nessa ordem também praticava magia sexual.     

 
Final de vida e influências
 
    Foi receitada heroína para cuidar de seus problemas de asma e ele continuou consumindo essa droga até falecer, aos 72 anos.
    Ao longo de sua vida gastou toda a fortuna herdada, vindo a morrer na penúria. Sua 
      última obra foi seu famoso Tarot, com as cartas desenhadas por Lady Frieda Harris.
    Aleister Crowley morreu em 01/12/1947, em Hastings, Netherwood, na Inglaterra.
    É curioso notar que foi estudado e citado por vários músicos, em especial pelos roqueiros. Na capa do álbum dos Beatles, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, está lá sua foto estampada.
    Ozzy Osbourne compôs e gravou uma música com o título de Mr. Crowley.
    Comenta-se que Stairway to Heaven, sucesso do Led Zeppelin, teria sido uma homenagem às praticas do bruxo.

    Raul Seixas, introduzido ao mundo dele por Paulo Coelho, escreve uma letra onde traduz uma famosa frase de Crowley: “Faze o que tu queres, pois é tudo da Lei”. Não seria demais afirmar que o tripé sexo, drogas e rock and roll contou com inspiração desse polêmico personagem.  









 
 
O mapa astral de Crowley
 

    Passamos agora a analisar o mapa, com base nas informações resumidas nos parágrafos anteriores.
 

 
    Sol conjunto a Vênus: presença feminina forte. Quincunce entre Sol-Vênus em Libra, na casa 4, e a Lua na casa 9, gera problemas com a mãe. A presença da Lua na casa 9 traz todo o gosto pelas viagens, religião. O Sol conjunto à estrela Spica: sucesso, riqueza, ciência e arte. A Lua encontra-se em conjunção à estrela Markab, relacionada à Marte, considerado “maléfico” na época. Isso justifica a mãe enérgica. A sesquiquadratura de Júpiter e Lua e o quincunce Vênus com Lua trazem mais problemas com o feminino. Porém, a Lua em Peixes, na casa 9, confere a sensação de estar sempre apaixonado, fazendo tudo no mesmo caldeirão: a prática do sexo, das drogas e da religião.
    Júpiter e Mercúrio é indicativo de aprendizado rápido. Com 24 anos já estava galgando um grau elevadíssimo de uma ordem secreta equivalente a Maçonaria. Júpiter na casa 4 é a família praticante de uma religiosidade formal. Todo esse conhecimento apreendido rapidamente era usado para a própria elevação pessoal. Todo lugar onde entrava ascendia aos mais altos graus. A estrela Acrux conjunta a Mercúrio dá o aprendizado fácil, quase que por osmose.
    Netuno na casa 10 é significante da disseminação do conhecimento. Também é um indicativo de mediunidade. Este planeta no signo de Touro traz um experimento real com drogas, uma experiência física e sensorial. 

   

  Leão forte, no Ascendente e Casa 2, que também recebe Urano, pode muito bem justificar sua disposição para o exibicionismo sem fronteiras, apresentando-se com fantasias de toda natureza: do carnavalesco ao pomposo.  


    O aspecto mais forte que aparece em seu mapa é Urano em oposição à Saturno, nas cúspides das casas 2 e 8, em grau exato, regentes das casas 7 e da 8. Com Saturno na casa 8 poderia ter problemas com a sexualidade, mas a regência de Urano traz uma liberdade para tratar o assunto. Saturno, regente da casa 7 encontra-se na casa 8, o que agrega os valores do outro. Mas, como Urano, o outro regente, está em oposição, na casa 2, é ele que determina os valores. O relacionamento acaba interferindo nos valores pessoais.
    Mercúrio, em quadratura com Urano e Saturno, é bem comum em pessoas que não respeitam a ética e a moral estabelecida, o que faz com que sejam vistas como loucas.
    Saturno, na casa 8, dá uma necessidade de ser iniciado. Marte, o regente do Meio do Céu, à disposição do Saturno, usava tudo para crescer e aprender, criando, a seguir, uma verdadeira diáspora.
    O símbolo do mapa são os signos de Aquário e Escorpião, que ele usou como liberação e aprofundamento nas questões sexuais. Nas orgias se relacionava tanto com mulheres como com homens.
    A carência do mapa está representada pelos signos de Sagitário e Virgem. Sagitário que é o respeito às leis e às regras e, Virgem, a organização. Aí está um bom motivo para sua vida desregrada.
    Pessoas públicas têm sempre sua vida melhor explicada por estrelas fixas. Daí vem a expressão popular de "já nasceu com a estrela". Ele possuía a estrela Alferatz junto ao Meio do Céu, o que confere independência e liberdade.
    A Cabeça do Dragão está colada ao Meio do Céu. A missão dele era se projetar através da profissão, da carreira. Projetar-se socialmente. E ele cumpriu essa disposição, se não em vida, ao após a morte obteve renome mundial. Acabou na miséria, pois o regente da casa 8 quando se encontra na casa 2 é indicativo de heranças, mas também traz perdas, especialmente com Urano, que indica inversão de valores.
    Crowley nasceu em um final de ciclo de Netuno e Plutão. Em 1892, em Gêmeos, aconteceu a conjunção, começando com o ciclo das idéias. Na época de Aleister surgiram os primeiros estudos sobre o inconsciente, as primeiras catalogações dos casos de histeria. Mudança de valores e de ordem na ciência e na sociedade. Época de extremo moralismo começa a ser quebrada com Saturno-Urano. Ele foi o arauto desse final de século e de ciclo, apontando para o que estava por vir.
    O planeta Plutão está em conjunção com o Algol, considerada extremamente maléfica: dá a sensação de enforcamento. Devemos lembrar que este planeta só foi descoberto em 1937, mas na época de sua morte Plutão transitava seu Ascendente Leão, aplicando-se à oposição Urano-Saturno e quadrando Mercúrio. Tanto que morreu de repente, provavelmente de ataque cardíaco.
    Marte bom facilita galgar posições. Marte em Capricórnio encontra-se em exaltação, o que é um sinal de virilidade, já que a atividade sexual é marciana. Vemos o sexo na casa 8, mas o prazer é na casa 5. Marte em oposição a Netuno dá promiscuidade, porque a pessoa não vivencia o prazer. Quando se encontra em quadratura com Vênus, dá a insatisfação. Ele tem o prazer, mas não a satisfação. E Marte exaltado, em quadratura com Vênus, em seu domicilio, traz também a incidência de inúmeros conflitos, a ausência da concórdia. Tanto que atraía inimigos poderosos entre os bruxos, o que causava diversas batalhas no mundo sutil.
    Quando um luminar tem um mau aspecto de planetas maléficos, como no caso o Sol atacado por Marte dá tendência à mediunidade.
    Lilith está na quinta casa, a dos prazeres. Ela é sempre um ponto de insatisfação.
    Mercúrio no ponto médio Netuno-Plutão, indica a capacidade de verbalizar o sobrenatural, a bruxaria. Urano, no ponto médio Mercúrio-Plutão, fala da capacidade de aprender subvertida, virada do avesso e provocando cisões.
 
    Essa análise, como puderam acompanhar, traçou um ligeiro cenário da época, reunindo várias técnicas de interpretação. Consideramos aspectos maiores, menores, grandes conjunções, pontos médios, estrelas fixas e nodos. Não pretende ser definitiva nem completa, já que várias outras referências poderiam ser acrescentadas. Apresentamos, portanto, um resumo da análise de um Mapa Natal de uma personalidade pública, controversa, mas que, sem sombra de dúvida, movimentou a comunidade esotérica disseminando conhecimento e provocando discussões.
 


Alguns de seus mais influentes livros incluem:
  • The Book of the Law
  • Magick (Book 4)
  • The Book of Lies
  • The Vision and the Voice
  • Liber 777
  • The Confessions of Aleister Crowley
  • Magick Without Tears
  • Little Essays Toward Truth
  • The Goetia: The Lesser Key of Solomon the King

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O "Santa" Inquisição




Nunca será esquecida…



não pode ser esquecida …


nunca mais.



9 milhões de bruxos foram mortos


80% eram mulheres!!!!!

(inclusive crianças)



A caça às bruxas



Será que você sabe o que aconteceu com os praticantes da bruxaria no passado?



Retirei trechos de dois livros, talvez já conhecidos por vc, um livro: "Wicca, a feitiçaria moderna" e o outro: "A dança cósmica das Feiticeiras", para que tenha um pequeno conhecimento sobre a perseguição contra os pagãos.



"… Após a Igreja Católica ter sido formada e haver adquirido poder, os costumes dos Pagãos foram vistos como uma ameaça ao sistema religioso recentemente estabelecido e a adoração dos Deuses da religião Antiga, foi banida. Os antigos festivais foram superados pelos novos feriados religiosos da Igreja, e os antigos Deuses da Natureza e da Fertilidade, transformados em terríveis e maléficos demônios e diabos. A igreja patriarcal chegou até a transformar várias Deusas pagãs em diabos masculinos e maus, não somente para corromper deidades da Religião Antiga, como, também para apagar o fato de o aspecto feminino ter sido objeto de adoração.



No ano de 1233, o Papa Gregório IX, instituiu o Tribunal Católico Romano, conhecido como Inquisição, numa tentativa de terminar com a heresia. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXIII) declarou oficialmente que a Bruxaria, e a Antiga Religião dos Pagãos constituíam um movimento e uma "ameaça hostil" ao Cristianismo. Os bruxos tornaram-se heréticos e a perseguição contra todos os Pagãos, espalhou-se como fogo selvagem por toda a Europa. É interessante notar que, antes de uma pessoa ser considerada herética, ela tem, primeiro, que ser cristã, e os Pagãos nunca foram cristãos. Eles sempre foram Pagãos.



Os Bruxos (junto com um número incalculável de homens, mulheres e crianças inocentes, que não eram Bruxos), foram perseguidos, brutalmente torturados, por vezes violados sexualmente ou molestados, e, então, executados pelas autoridades sádicas, sedentas de sangue da Igreja, que ensinavam que seu Deus era um Deus de amor e compaixão. A Bruxaria na Inglaterra tornou-se uma ofensa ilegal no ano de 1541, e, em 1604, foi adotada uma Lei que decretou a pena capital para os Bruxos e Pagãos.



Quarenta anos mais tarde, as 13 colônias na América do Norte, decretaram também a pena de morte para o "crime de bruxaria". No final do século XVII, os seguidores que permaneciam leais à Religião Antiga, viviam escondidos, e a Bruxaria tornou-se uma Religião subterrânea secreta após uma estimativa de um milhão de pessoas ter sido levados à morte na Europa e mais de trinta condenados em Salem, Massachusetts, em nome do cristianismo.



Embora os infames julgamentos das Bruxas de Salem, em 1692, sejam os mais conhecidos e bem documentados na história dos Estados Unidos da América, o primeiro enforcamento de um Bruxo na Nova Inglaterra realmente aconteceu em Connecticut, em 1647, 45 anos antes que a história contra a Bruxaria se abatesse na Vila de Salem. Ocorreram outras execuções pré-Salem, em Providence, Rhode Island, em 1622. O método mais popular de extermínio dos Bruxos na Nova Inglaterra era a forca. Na Europa,, a fogueira. Outros métodos incluíam a prensagem até a morte, o afogamento, a decapitação e o esquartejamento.



Durante 260 anos, após a última execução de um Bruxo, os seguidores da Religião Antiga mantiveram suas práticas pagãs ocultas nas sombras do segredo e, somente após as Leis contra a Bruxaria terem sido finalmente revogadas na Inglaterra, foi que os Bruxos e Pagãos, em 1951, oficialmente saíram do quarto das vassouras…"



Star Hawk, em seu livro A DANÇA CÓSMICA DA FEITICEIRA nos traz:



"… O cristianismo, em seus primórdios, trouxe poucas mudanças. Os camponeses viam na história de Cristo somente uma versão nova de suas próprias lendas antigas sobre a Deusa Mãe e sua Criança Divina, que é sacrificada e nasce novamente. Sacerdotes rurais, com freqüência, comandavam a dança nas assembléias ou grandes festivais." Os covens, que guardam o conhecimento das forças sutis, eram clamados de Wicca ou Wicce, da palavra de raiz anglo-saxã, significando "curar ou moldar". Eram aqueles que podiam moldar o invisível de acordo com suas vontades. Curandeiros, professores, poetas e parteiras eram figuras centrais em todas as comunidades.



A perseguição começou lentamente. Os séculos XII e XIII assistiram ao renascimento de aspectos da Antiga Religião através dos trovadores, que escreviam poemas de amor para a Deusa sob o disfarce de damas da nobreza da época. Catedrais magníficas foram construídas em homenagem a Maria, que havia incorporado vários aspectos da antiga Deusa. A Feitiçaria foi declarada como um ato de heresia e, em 1324, um coven irlandês liderado por Dame Alice Kyteler foi levado a julgamento pelo bispo de Ossory por veneração a um deus não-cristão. Dame Kyteler salvou-se em virtude de sua condição social, mas os seus seguidores foram queimados.



Guerras, cruzadas, pragas e revoltas campesinas assolaram a Europa nos séculos que se seguiram. Joana D'Arc, a "DonzeIa de Orleans", conduziu para a vitória os exércitos da França, mas foi queimada como uma bruxa pelos ingleses. Donzela é um termo de muito respeito em Feit;çaria e foi sugerido que os camponeses franceses amavam tanto Joana D'Arc por ser ela, na verdade, uma líder da Antiga Religião." A estabilidade da Igreja havia sido abalada e o sistema feudal começara a ruir. O universo cristão foi tomado por movimentos messiânicos e revoltas religiosas e a Igreja não podia mais tolerar com tranqüilidade os seus rivais.



Em 1484, a bula papal de Inocêncio VIII liberou o poder da Inquisição contra a Antiga Religião. Com a publicação do Malleu,5 Maleficarum* dos dominicanos Kramer e Sprenger, em 1486, o terreno encontrava-se preparado para um reinado de terror que manteria a Europa em suas garras até a metade do século XVII. A perseguição era direcionada mais intensamente contra as mulheres: de um número estimado em nove milhões de bruxos que foram mortos,80% eram mulheres, incluindo crianças e moças, as quais, acreditava-se, haviam herdado o "mal" de suas mães. O asceticisrijo do cristianismo primitivo, que negava o universo carnal, havia degenerado, em algumas alas da Igreja, em ódio àqueles que traziarn esta sensualidade consigo. A misoginia, o ódio às mulheres, transformou-se em forte elemento no cristianismo medieval. As mulheres, que menstruam e dão à luz, eram identificadas com a sexualidade e, conseqüentemente, com o maléfico. "Toda a bruxaria advém da luxúria carnal, a qual nas mulheres é insaciável", afirmava o Malleus Maleficarum.



O terror era indescritível. Uma vez denunciada por qualquer pessoa, desde um vizinho maldoso até uma criança agitada, a bruxa sob suspeita era repentinamente presa, sem aviso prévio e não lhe era permitido que voltasse para casa. Ela era considerada culpa da até que fosse provada a sua inocência. A prática comum era desnudar a vítima, raspar-lhe os pêlos completamente na esperança de encontrar as "marcas" do diabo, as quais poderiam ser verrugas ou sardas. Com freqüência, a acusada era espetada, em todo o seu corpo, com agulhas compridas e afiadas; acreditava-se que os pontos em que o Diabo houvesse tocado fossem indolores. Na Inglaterra, a "tortura legal" não era permitida, mas os suspeitos eram privados de sono e submetidos a lenta inanidade antes de serem enforcados. No continente, toda atrocidade imaginável era praticada – a roda, os apertadores de polegares, "botas" que quebravam os ossos das pernas, surras terríveis – a lista completa dos horrores da Inquisição. Os acusados eram torturados até que assinassem confissões preparadas pelos inquisidores, até que admitissem as suas ligações com Satã e as práticas obscuras e obscenas, as quais nunca fizeram parte da verdadeira Feitiçaria.



Ainda mais cruel, eram torturados até que dessem os nomes de outras pessoas, até que a cota de treze de um coven estivesse completa. Com a confissão obtinha-se uma morte mais misericordiosa: o estrangulamento antes da fogueira. Suspeitos recalcitrantes, que sustentavam a sua inocência, eram queimados vivos.



Caçadores de bruxas e informantes eram pagos por condenações e muitos consideravam esta uma carreira lucrativa. A instituição médica masculina, em ascensão, acolheu com prazer a chance – Em geral as bruxas são mulheres. A opção pelo gênero pretende incluir os homens e não excluí-los – de eliminar as parteiras e os herbanários dos vilarejos, seus principais concorrentes econômicos. Para outros, os julgamentos de Feiticeiras davam-lhes a oportunidade de se verem livres de "mulheres petulantes" e vizinhos indesejados.



As Feiticeiras afirmam que poucos daqueles que foram julgados à época das fogueiras, na realidade, pertenciam a covens ou eram membros da Arte. As vítimas eram pessoas idosas e senis, mentalmente perturbadas, mulheres cuja aparência era desagradável ou sofriam de alguma deficiência física, beldades locais que machucaram os egos errados por terem rejeitado suas investidas ou que haviam despertado ardente desejo em um padre celibatário ou num homem casado.



Homossexuais e livres-pensadores também eram apanhados nessa mesma rede. Às vezes, centenas de vítimas eram mortas em um só dia. No bispado de Trier, na Alemanha, duas aldeias permaneceram com somente uma mulher cada, após os julgamentos de 1585.



As bruxas e fadas que podiam escaparam para terras longe do alcance da Inquisição…"

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Esfinge




A Esfinge não foi construida com blocos quadrados, como as pirâmides e templos os quais guarda, mas esculpida na rocha bruta. Seus escultores lhe deram a cabeça de um homem (alguns dizem ser de uma mulher) e um corpo de um leão. Tem 65 pés (20 metros) de altura e 241 pés (73.5 metros) de comprimento. Apresenta uma das mais fantásticas expressões faciais, como se representasse uma centena de Mona Lisas e seus olhos, virados para leste, contemplam fixamente o horizonte distante, o equinócio, alguma coisa não pertencente a este mundo mas além dele, no firmamento. Alguma coisa, que talvez, esteja refletida ou "congelada" na essência e na idade da Esfinge.



Antes desta nova descoberta (abaixo), era sugerido que a Esfinge havia sido construída na mesma época da construção da Pirâmide de Quéops (Chephren, 2555-2532 a.C.), a pirâmide situada a esquerda da Esfinge.



A Descoberta:

Um dia, enquanto lia o livro Sacred Science (Paris, 1961) do autor e matemático francês Schwaller de Lubicz, no Egito, a resposta para o que Lubicz chamava a atenção em seu livro veio à cabeça de John Anthony West. Schwaller apontava o que parecia ser erosão provocada pela água, no corpo da Esfinge. Pegando uma fotografia de perto da Esfinge, West percebeu que o padrão de desgaste da Esfinge não era horizontal como visto em outros monumentos de Giza, mas vertical. O desgaste horizontal é resultado pela exposição prolongada a ventos fortes e tempestades de areia. Com certeza houve várias tempestades assim nesta árida região do Saara. Surgem então as perguntas: Poderia a água ser responsável pelo desgaste vertical na Esfinge? Água de onde?


West sabia que a maioria dos Egiptólogos acreditava que a Esfinge havia sido construida na mesma época da construção da Pirâmide de Khafre, do faraó Chephren, que viveu de 2555 à 2532 a.C. (a pirâmide de Khafre é a situada do lado esquerdo da Esfinge). Ele também sabia que esta crença estava tão firme e difundida, que se faria necessária uma escavadeira intelectual para pôr este conceito abaixo.


Em primeiro lugar, West perguntou a si mesmo se existia alguma prova concreta que fosse, que ligasse Chephren à Esfinge. A resposta foi não, e a razão foi simples. Não há inscrições – nem uma sequer – nem esculpida em uma parede ou em uma estela (coluna destinada a conter uma inscrição) ou escrito nos amontoados de papiros que identificasse Chephren (ou qualquer outra pessoa) com a construção da Esfinge e dos templos em sua proximidade. Certamente, um monumento com sua magnitude, tendo sido esculpido em rocha bruta, teria sido celebrado, mas não há nem a mais ligeira menção a este monumento. A proximidade da pirâmide de Khafre com a Esfinge (só 1700 pés / 518 metros de distância) não significa que ambos os monumentos foram construidos como um complexo ou, mais relevantemente, na mesma época.


Poderia então ser a Esfinge muito mais antiga que o reinado de Chephren, como West já o suspeitava? Poderia esta hipótese explicar, por exemplo, o estranho desgaste vertical na estátua?



A Confirmação:

Em 1991 o Dr. Robert Schoch, geólogo e professor da Universidade de Boston, junto com John A. West e um time de cientistas e arqueólogos, decidiu examinar as novas descobertas. Após meses de estudos, Schoch chegou a conclusão de que realmente, conforme havia dito West, os padrões de desgaste haviam sido formados por intensas chuvas, chuvas torrenciais. Mas porque não haviam marcas como estas nos outros monumentos? Com certeza não haveria de ter chovido somente na Esfinge e em seus templos.


"Isso é impossível!", bradaram os egiptólogos. "Não é impossível", disse Schoch. "se levarmos em conta que a Esfinge pode ter sido construída quando tais chuvas eram comuns nesta região.


- Por que a relutância da comunidade científica em aceitar tais fatos? Simplesmente por quê a história deverá ser reescrita e os cientistas deverão ter que reconsiderar as origens do homem como um todo. Bem, que seja. Assim funciona o progresso. De todo modo, isto já foi feito muitas vezes antes. Poderia ser feito novamente.



Provar que a Esfinge é muito mais antiga que a pirâmide de Khafre é uma coisa. A questão é quanto tempo mais antiga, exatamente? Como a ciência pode determinar a verdadeira idade de um monumento de pedra?



A Astronomia Se Junta ao Debate:



(Tradução e adaptação do texto de Robert Bauval, publicado na revista AA&ES, agosto 1996)



Em 1989 eu publiquei um artigo no Oxford Journal, Discussões sobre Egiptologia (vol.13), no qual eu demonstrei que as 3 Grandes Pirâmides e suas relativas posições para o Nilo criavam no solo um tipo de holograma em 3-D das três estrelas do cinturão de Órion e suas relativas posições com a Via Láctea. Para dar apoio a esta controvérsia, eu trouxe à luz o eixo inclinado da Grande Pirâmide o qual, situado no meridiano sul, "aponta" para este grupo de estrelas. Trouxe também as evidências escritas dos Textos da Pirâmide que identificavam o destino da vida após a morte dos faraós com Órion. Mais tarde, no meu livro O Mistério de Órion (Heinemann-Mandarin) eu também demonstrei que o melhor encaixe para os padrões das Pirâmides de Giza/Nilo com o padrão do cinturão de Órion/Via Láctea ocorreu mais precisamente em 10.500 a.C..



Os antigos egípcios, por exemplo, se referiam constantemente a uma distante era dourada a qual eles chamavam ZEP TEPI, "A PRIMEIRA VEZ" de Osíris, o qual eles acreditavam ter antedatado a "Idade da Pirâmide". Osíris era Órion, e a Grande Pirâmide tem um eixo bem no meridiano sul da Terra, direcionado para Órion. Para mim, esta silenciosa linguagem astro-arquitetural parecia estar nos dizendo: ‘aqui, no céu, estava Osíris, quando estas pirâmides foram construídas, e agora também, que suas origens estão enraizadas na "Primeira Vez"’.


Mas "Primeira Vez" de que? Como poderiam as estrelas da constelação de Órion ter uma "Primeira Vez"?


Bem, elas podem e tem, levando-se em conta que você possa ler através da "linguagem" alegórica dos antigos via a arquitetura simbólica e os Textos da Pirâmide relacionados. Alegoria, em outras palavras, é a "chave" de que os astrônomos que construiram o complexo de Giza usaram. Quando as estrelas de Órion são observadas no meridiano, na maneira precisa que os antigos astrônomos egípcios fizeram por muitos séculos, não há como deixar de notar que estas estrelas atravessavam o meridiano sul em diferentes altitudes em diferentes épocas. Isto é, é claro, devido ao fenômeno de Precessão (veja O Mistério de Órion, apêndices 1 e 2). Em resumo, pode ser considerado que as estrelas de Órion tenham um "início" ou "começo" no nadir, ou ponto de partida do seu ciclo de precessão. Simples cálculos mostram que isto ocorreu em 10.500 a.C.. Poderiam os antigos astrônomos da "Era das Pirâmides" ter usado sua muito inteligente "linguagem silenciosa" combinada com a Precessão para congelar a "Primeira Vez" de Osíris – algo como os arquitetos das catedrais góticas congelaram em seus trabalhos alegóricos na "Época de Cristo"?


No livro do cientista Graham Hancock, Fingerprints of the Gods (Heinemann-Mandarin), é mostrado que a data da "Primeira Vez", 10.500 a.C., também significava o início ou "primeira vez" da Era de Leão. Isto foi quando a constelação de leão teria crescido em forma de espiral (na alvorada, antes do Sol) no dia do equinócio da primavera. Este evento trouxe o leão celestial para descansar exatamente no leste, em perfeito alinhamento com a Esfinge. A Esfinge, em outras palavras, foi feita para olhar para sua própria imagem no horizonte – e conseqüentemente na sua própria "era". Hancock observou que 10.500 a.C. não era uma data aleatória. Ela significava precisamente outro começo, o começo definido no solo com os padrões e alinhamentos das pirâmides próximas a Esfinge.


Isto prova então que não só as pirâmides, mas também a Esfinge está nos atraindo para a mesma data de 10.500 a.C.. Estaríamos lidando com uma coincidência – ainda que espantosa – ou seria tudo isso parte de um projeto feito pelos antigos? Seria possível que algum projeto tenha sido iniciado em 10.500 a.C. com a construção da Esfinge e então completado muito mais tarde pelos construtores das pirâmides?


Haveriam evidências de uma presença contínua aqui em Giza, através das eras, de alguns grandes "astrônomos" que poderiam ser responsáveis para ver este projeto realizado?


Se existem, quem seriam eles? De onde vieram? Porque em Giza? Graham e eu gastamos os 2 últimos anos pesquisando este fascinante acontecimento. Nós acreditamos que o que nós descobrimos irá mudar para sempre a percepção do que era e ainda é Giza. Os resultados completos de nossa investigação está descrito em nosso novo livro, Keeper of Genesis.



O Enigma da Esfinge:

Todos concordam que a Esfinge é sem dúvidas, uma relíquia de outro tempo – de uma cultura que possuia um conhecimento, de longe, muito maior que o nosso.


Há uma tradição ou teoria que a Esfinge é um grande e complexo hieróglifo, ou um livro em pedra que contém a totalidade do conhecimento antigo e se revela à pessoa que puder decifrar esta estranha cifra que está encarnado nas formas, correlações e medidas das diferentes partes da Esfinge. Este é o famoso "ENIGMA DA ESFINGE" que dos tempos mais antigos tantas almas tentaram resolver.

A Escrita Egípcia

A Escrita Egípcia A forma de escrita egípcia já era utilizada nas primeiras dinastias, e somente foi desvendada graças à argúcia do francês Champollion no ano de 1082. A escrita hieroglífica por sua natureza sagrada era dotada de tripla significação. Apesar de aparentemente complexa, ela é espantosamente simples desde que se conheça apenas algumas regras básicas: é composta por um alfabeto representado por 30 sinais aos quais correspondem algumas das nossas letras atuais:






Além disso era costume adicionar-se um determinativo após a formação da palavra desejada, o qual indicava a idéia que se tencionava transmitir. Por exemplo, a palavra “VIDA” – ANKU é escrita normalmente colocando-se logo adiante o sinal do amuleto correspondente:




Um outro exemplo: a palavra “NUK”, “eu sou”





Existia ainda uma série de centenas de sinais compostos, cada um deles correspondente a um som específico e por vezes eles mesmos determinativos. Além disso é uma forma de escrita tão inteligente que até mesmo o lado para o qual estão voltadas as figuras indica a direção exata em que deve se princiado a ler do texto. Por exemplo:




Os numerais e os ordinais são tão espantosamente elaborados que podem atingir quaisquer quantidades conhecidas, utilizando-se da combinação dos sinais correspondentes:


A Energia dos Cristais



Cada cristal tem vários níveis de energia. Basicamente, o seu nível mais interior – o núcleo – mantém a sua integridade apesar das energias desarmônicas. Já os níveis secundários são relativamente sensíveis ao meio ambiente energético e, à medida que as energias estáticas se acumulam nestes níveis, podem bloquear a emissão energética do cristal. De forma geral, a força áurica de um cristal repelirá um percentual significativo de energia negativa. São as energias fortes e constantes que mais afectam o cristal. Assim sendo, quando estiver sentindo raiva, frustração, tristeza, ou quando ocorreu alguma briga ou discussão no local em que estão dispostos, não se afaste de seu cristal; mas assim que ele tiver cumprido com a sua missão de aliviar este sentimento, trate dele com carinho limpando-o e energizando-o. Lembre-se que ao adquirir um cristal antes de mais nada devemos limpá-lo.




A energia que sai dos Cristais, é uma composição dos elementos da natureza e de raios vibracionais, que absorvidos pelo corpo humano, desbloqueiam e alinham os chackras, que são os sete centros de energia.



Cada Cristal tem uma função específica, variando de acordo com seu tamanho e coloração, os mais comuns são os de Quartzo (transparente), por ser fácil de alinhar qualquer chackra, os coloridos são usados acima de cada chackra, para problemas específicos. A Druza sendo um Cristal grande e de várias pontas, é excelente para limpar ambientes e os cristais menores.



Métodos de Limpeza:



a) Pegue uma bacia de vidro ou de plástico ( não pode ser de alumínio), coloque água e sal grosso, deixando os cristais submersos por 24 horas ou mais.

b) Separe os cristais a serem limpos, deixe-os exposto à chuva forte, desta maneira eles descarregarão as energias negativas para a terra.

c) Ascenda um incenso de seu gosto e assopre a fumaça em direcção aos cristais. Faça este processo 3 vezes.



Métodos de Energização:



a) Para quem mora perto de um rio ou riacho, é uma óptima opção, deixar a água da correnteza cair sobre os cristais.

b) Deixe os cristais exposto à luz solar, no mínimo por seis horas, ou deixe exposto a luz lunar, ficando a noite inteira.

c) Pegue um ou dois cristais de cada vez. Segure-os na mão, deixando a água da torneira cobrir os cristais, imaginando uma luz dourada penetrando no cristal. Permaneça com os cristais na água por 2 minutos ou mais.

d) Enterre os cristais e deixe-os por 24 horas.

e) Deixe os cristais perto de uma Drusa (Quartzo transparente com várias pontas).



Normalmente, tudo aquilo que pode energizar o ser humano, também energiza o cristal: Sol/Lua; pirâmides (de preferência de cobre); arco-íris; tempestades. Alguns cristais não devem ficar muito tempo exposto a luz solar, são os casos da Ametista, do Quartzo Rosa, Quarto Verde e outros, pois a luz do sol os fazem perder sua tonalidade. Uma outra forma de energizar seria deixar o cristal exposto a luz do luar, ou exposto a tempestades, de preferência aquelas com relâmpagos e trovões.



Métodos de Programação:



Depois de limpo e energizado, os cristais podem ser programados para determinados fins, para isso, olhe fixamente para o cristal e mentalmente peça a ele que realize uma tarefa específica, lembre-se que você deve estar em um ambiente calmo e tranquilo. A programação de um cristal nada mais é que a introdução de uma imagem energética na estrutura do cristal para que ele processe estas imagens e devolva ao seu emissor.

Para programar um cristal: Visualize claramente uma imagem, seja para harmonia, amor, segurança – sempre imagens positivas e, quando a imagem estiver bem nítida, direccione-a para dentro do cristal. Para isso, segure o cristal em sua mão direita e leve-o à altura do seu terceiro olho (entre a sobrancelhas) e mande a imagem para dentro do cristal. Visualize claramente a imagem e, mantendo esta forma de pensamento, fale em voz alta para o cristal. Neste método, você estará utilizando tanto a forma mental quanto a vibração da sua voz. Sinta a emoção que você quer manter em seu cristal ou naquele que você irá presentear a alguém. A limpeza dos cristais não apaga a programação, porém podemos fazer uma nova programação para um cristal, tendo o cuidado para não realizar programações conflitantes. Os cristais são sensíveis a mente, por isso, tenha cautela e paciência ao iniciar uma programação. Caso durante a programação surgir alguma interrupção, recomece tudo novamente.



Usos Diversos:



Banhos: Para obter um efeito de Energização, escolha alguns cristais de sua preferência e coloque-os na banheira. Após o banho, você deverá limpá-los e energizá-los novamente.



Energização de ambientes: Escolha alguns cristais e coloque-os dentro de um vidro com água, um deles precisa ser quartzo. A medida que a água dentro do vidro for ficando escura, troque-a e lave os cristais.



Uso pessoal: Escolha um cristal e coloque-o dentro de um veludo, carregue-o na bolsa ou em qualquer outro lugar de sua escolha. O cristal também pode ser usado dentro do travesseiro enquanto você dorme.



Plantas: Coloque um cristal de sua preferência perto da raiz da planta a ser energizada. Para ser absorvida a energia de um cristal, vire a ponto do cristal de modo que fique direccionado à você. Se for passar energia para outra pessoa, direccione a ponta do cristal para a pessoa que irá receber a energia.



Observação: Lembre-se que com a mão direita projectamos, enviamos energia para o cristal e com a mão esquerda estamos recebendo a sua energia.


Apesar de ter sido difundida pelo cristianismo como símbolo do sofrimento de Cristo à crucificação, a figura da cruz constitui um ícone de caráter universal e de significados diversificados, amparados por suas inúmeras variações.







É possível detectar a presença da cruz, seja de forma religiosa, mística ou esotérica, na história de povos distintos (e distantes) como os egípcios, celtas, persas, romanos, fenícios e índios americanos.



Seu modelo básico traz sempre a intersecção de dois eixos opostos, um vertical e outro horizontal, que representam lados diferentes como o Sol e a Lua, o masculino e o feminino e a vida e a morte, por exemplo.



É a união dessas forças antagônicas que exprime um dos principais significado da cruz, que é o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão.



De acordo com o estudioso Juan Eduardo Cirlot, ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a Deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação.




Cruz simples: Em sua forma básica a cruz é o símbolo perfeito da união dos opostos, mantendo seus quatro "braços" com proporções iguais. Alguns estudiosos denominam esta como Cruz Grega.




Cruz de Santo André: Símbolo da humildade e do sofrimento, recebe esse nome por causa de Santo André, que implorou a seus algozes para não ser crucificado como seu Senhor por considerar-se indigno. Acredita-se que o santo foi martirizado em uma cruz com essa forma.




Cruz de Santo Antonio (Tau): Recebeu esse nome por reproduzir a letra grega Tau. É considerada por muitos, como a cruz da profecia e do Antigo Testamento. Dentre suas muitas representações estão o martelo de duas cabeças, como sinal daquele que faz cumprir a lei divina, encontrado na cultura egípcia, e a representação da haste utilizada por Moisés para levantar a serpente no deserto.




Cruz Cristã: Definitivamente o mais conhecido símbolo cristão, que também recebe o nome de Cruz Latina. Os romanos a utilizavam para executar criminosos. Por conta disso, ela nos remete ao sacrifício que Jesus Cristo ofereceu pelos pecados das pessoas. Além da crucificação, ela representa a ressurreição e a vida eterna.





Cruz de Anu: Utilizada tanto por assírios como caldeus para representar seu deus Anu, esse símbolo sugere a irradiação da divindade em todas as direções do espaço.




Cruz Ansata: Um dos mais importantes símbolos da cultura egípcia. A Cruz Ansata consistia em um hieróglifo representando a regeneração e a vida eterna. A idéia expressa em sua simbologia é a do círculo da vida sobre a superfície da matéria inerte. Existe também a interpretação que faz uma analogia de seu formato ao homem, onde o círculo representa sua cabeça, o eixo horizontal os braços e o vertical o resto do corpo.





Cruz Gamada (Suástica): A suástica representa a energia do cosmo em movimento, o que lhe confere dois sentidos distintos: o destrógiro, onde seus "braços" movem-se para a direita e representam o movimento evolutivo do universo, e o sinistrógiro, onde ao mover-se para a esquerda nos remete a uma dinâmica involutiva. No século passado, essa cruz adquiriu má reputação ao ser associada ao movimento político-ideológico do nazismo.





Cruz Patriarcal: Outrora conhecida como Cruz de Lorena, possui um "braço" menor que representa a inscrição colocada pelos romanos na cruz de Jesus. Foi muito utilizada por bispos e príncipes da igreja cristã antiga.




Cruz de Jerusalém: Formada por um conjunto de cruzes, possui uma cruz principal ao centro, representando a lei do Antigo Testamento, e quatro menores dispostas em cantos distintos, representando o cumprimento desta lei no evangelho de Cristo. Tal cruz foi adotada pelos cruzados graças a Godofredo de Bulhão, primeiro rei cristão a pisar em Jerusalém, representando a expansão do evangelho pelos quatro cantos da terra.




Cruz da Páscoa: Chamada por alguns de Cruz Eslava, possui um "braço" superior representando a inscrição INRI, colocada durante a crucificação de Cristo, e outro inferior e inclinado, que traz um significado dúbio, dos quais se destaca a crença de que um terremoto ocorrido durante a crucificação causou sua inclinação.



Cruz do Calvário: Firmada sobre três degraus que representam a subida de Jesus ao calvário, essa cruz exalta a fé, a esperança e o amor em sua simbologia.




Cruz Rosa-Cruz: Os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado interpretando-a como o corpo de um homem, que com os braços abertos saúda o Sol e com a rosa em seu peito permite que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa um ponto de unidade.




Cruz de Malta: Emblema dos Cavaleiros de São João, que foram levados pelos turcos para a ilha de Malta. A força de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam as forças centrípetas do espírito e a regeneração. Até hoje a Cruz de Malta é muito utilizada em condecorações militares.





Este é o símbolo de maior força e o mais prodigioso dos signos cabalísticos. Sua atuação é magnética. Cada uma de suas partes reflete os poderes ocultos e imateriais do grande pélago dos espíritos.




Esta cruz deve ser usada somente nas ocasiões excepcionais. Deve ser repassado, sem o mínimo erro, para um pergaminho virgem. O homem deve trazê-la no bolso esquerdo e a mulher, entre os seios, como se fosse um escapulário.


A Cruz dos Espíritos propicia, a quem a carrega nas condições assinaladas, Felicidade, Amor, Saúde e Fortuna.


Extraído do livro "As Clavículas de Salomão" de Anthon Zeraschi

A Condessa Elizabeth Bathory




A Condessa Elizabeth Bathory (Erzsebet Báthory, do original), foi uma das mulheres mais perversas e sanguinárias que a humanidade já conheceu. Os relatos sobre ela ultrapassam a fronteira da lenda e a rotulam através dos tempos como A Condessa de Sangue.



Nascida em 1560, filha de pais de famílias aristocráticas da Hungria, Elizabeth cresceu numa época em que as forças turcas conquistaram a maior parte do território Húngaro, sendo campo de bata-lhas entre Turquia e Áustria. Vários autores consideram esse o grande motivo de todo o seu sadismo, já que conviveu com todo o tipo de atrocidades quando criança, vendo inclusive suas irmãs sendo violentadas e mortas por rebeldes em um ataque ao seu castelo. Ainda durante sua infância, ficou sujeita à doenças repentinas acompanhadas por uma intensa ira e comportamento incontrolável, além de ataques epiléticos. Teve uma ótima educação, inclusive sendo excepcional pela sua inteligência. Falava fluentemente húngaro, latim e alemão. Embora capaz de cometer todo tipo de atrocidade, ela tinha pleno controle de suas faculdades mentais.



Aos 14 anos engravidou de um camponês, e como estava noiva do Conde Ferenc Nadasdy, fugiu para não complicar o casamento futuro; que ocorreu em maio de 1575. Seu marido era um oficial do exército que, dentre os turcos, ganhou fama de ser cruel. Nos raros momentos em que não se encontrava em campanha de batalha, ensinava a Elizabeth algumas torturas em seus criados indisciplinados, mas não tinha conhecimentos da matança que acontecia na sua ausência por ação de sua amada esposa.



Quando adulta, Elizabeth tornou-se uma das mais belas aristocratas. Quem em sua presença se encontrava, não podia imaginar que por trás daquela atraente mulher, havia um mórbido prazer em ver o sofrimento alheio. Num período em que o comportamento cruel e arbitrário dos que mantinham o poder para com os criados era algo comum, o nível de crueldade de Elizabeth era notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava motivos para aplicar punições e se deleitava na tortura e na morte de suas vítimas; muito além do que seus contemporâneos poderiam aceitar. Elizabeth enfiava agulhas embaixo das unhas de seus criados. Certa vez, num acesso de raiva, chegou a abrir a mandíbula de uma serva até que os cantos da boca se rasgassem. Ganhou a fama de ser "vampira" por morder e dilacerar a carne de suas criadas. Há relatos de que numa certa ocasião, uma de suas criadas puxou seu cabelo acidentalmente aos escová-los. Tomada por uma ira incontrolável, Bathory a espancou até a morte. Dessa forma, ao espirrar o sangue em sua mão, se encantou em vê-lo clarear sua pele depois de seco. Daí vem a lenda de que a Condessa se banhava em sangue para permanecer jovem eternamente.




Acompanhando a Condessa nestas ações macabras, estavam um servo chamado apenas de Ficzko, Helena Jo, a ama dos seus filhos, Dorothea Szentos (também chamada de Dorka) e Katarina Beneczky, uma lavadeira que a Condessa acolheu mais tarde na sua sanguinária carreira.



Nos primeiros dez anos, Elizabeth e Ferenc não tiveram filhos pela constante ausência do Conde. Por volta de 1585, Elizabeth deu à luz uma menina que chamou de Anna. Nos nove anos seguintes, deu à luz a Ursula e Katherina. Em 1598, nasceu o seu primeiro filho, Paul. A julgar pelas cartas que escreveu aos parentes, Elizabeth era uma boa mãe e esposa, o que não era de surpreender; visto que os nobres costumavam tratar a sua família imediata de maneira muito diferente dos criados mais baixos e classes de camponeses.



Um dos divertimentos que Elizabeth cultivava durante a ausência do conde, era visitar a sua tia Klara Bathory. Bissexual assumida e muito rica e poderosa, Klara tinha sempre muitas raparigas disponíveis para ambas "brincarem".



Em 1604 seu marido morreu e ela se mudou para Viena. Desse ponto em diante, conta a história que seus atos tornaram-se cada vez mais pavorosos e depravados. Arranjou uma parceira para suas atividades, uma misteriosa mulher de nome Anna Darvulia (suposta amante), que lhe ensinou novas técnicas de torturas e se tornou ativa nos sádicos banhos de sangue. Durante o inverno, a Condessa jogava suas criadas na neve e as banhava com água fria, congelando-as até a morte. Na versão da tortura para o verão, deixava a vítima amarrada banhada em mel, para os insetos devorarem-na viva. Marcava as criadas mais indisciplinadas com ferro quente no rosto ou em lugares sensíveis, e chegou a incendiar os pêlos pubianos de algumas delas. Em seu porão, mandou fazer uma jaula onde a vítima fosse torturada pouco a pouco, erguendo-a de encontro a estacas afiadas. Gostava dos gritos de desespero e sentia mais prazer quando o sangue banhava todo seu rosto e roupas, tendo que ir limpar-se para continuar o ato.




Quando a saúde de Darvulia piorou em 1609 e não mais continuou como cúmplice, Elizabeth começou a cometer muitos deslizes. Deixava corpos aos arredores de sua moradia, chamando atenção dos moradores e autoridades. Com sua fama, nenhuma criada queria lhe servir e ela não mais limitou seus ataques às suas servas, chegando a matar uma jovem moça da nobreza e encobrir o fato alegando suicídio.



As investigações sobre os assassinatos cometidos pela Condessa começaram em 1610. Foi uma excelente oportunidade para a Coroa que, há algum tempo, tinha a intenção de confiscar as terras por motivos de dívida de seu finado marido. Assim, em dezembro de 1610 foi presa e julgada. Em janeiro do ano seguinte foi apresentada como prova, anotações escritas por Elizabeth, onde contava com aproximadamente 650 nomes de vítimas mortas pela acusada. Seus cúmplices foram condenados à morte e a Condessa de Bathory à prisão perpétua. Foi presa num aposento em seu próprio castelo, do qual não havia portas nem janelas, só uma pequena abertura para passagem de ar e comida.



Ficou presa até sua morte em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras de Bathory, em Ecsed. O seu corpo deveria ter sido enterrado na igreja da cidade de Csejthe, mas os habitantes acharam repugnante a idéia de ter a "Infame Senhora" sepultada na cidade.



Até hoje, o nome Erzsebet Báthory é sinônimo de beleza e maldade para os povos de toda a Europa.