
Ó… A bela ninfa dos bosques intocados, vestindo suas plumas verdejantes, perambula por entre as entranhas do vale, saltitando em maculez e inebriante.
O afago do vento e da terra que carregam seus perfumes pelos ares, parecem, por um instante, flutuá-la, na imensidão daquele vale.
Duela contra o tempo, a extasia de viver, contra o mundo, pelo seu destino em saber:“- Onde ele está que não o encontro?”
Está enterrado no pântano do infortúnio, abaixo das areias movediças, circundado de 4 feras supersequidas, afogadas na sede da cólera, da inveja.
Abocanhando umas às outras, sugando suas últimas gotas de sangue com a esperança de uma nova vítima.
A ninfa candente em perseverança ouve gritos de dor e penúria, sente um odor fétido e pútrido, o segue e vê a matança.
Idealiza ser seu amado... ajoelha-se no chão e pede clemência:
“- Ó Deus, pq fizestes isso?!”
E as feras a avistam, agindo em demência.
Correndo em sua direção, sem atrito com o vento então pulam, mas perdem a ninfa de vista, pois ela afundou nas areias movediças...para viver junto ao seu amado.
Filho da Lua

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